A área do atual bairro de Oswaldo Cruz fazia parte da Fazenda do Campinho, atravessada pelo rio das Pedras, até as serras do Engenho do Portela. Com a implantação da Estrada de Ferro Dom Pedro II, depois Central do Brasil, foi fundada, em 1898, a estação de Rio das Pedras, atual Oswaldo Cruz, em homenagem ao grande médico sanitarista que erradicou a febre amarela no Rio de Janeiro e implantou o Instituto em Manguinhos.

O bairro cresceu ao longo das ruas João Vicente e Carolina Machado, com casario simples, comércio local modesto e vielas que só seriam reconhecidas como logradouros em 1917. Até a década de 1960 o trem e o lotação eram o principal meio de transporte da população local. Na década de 1970 surgiram os conjuntos habitacionais: o conjunto Oswaldo Cruz (conhecido como COHAB) e o conjunto Nelson Pereira dos Santos.

A tradição do bairro está ligada ao samba, à Escola de Samba Portela e aos seus grandes compositores.

A Portela foi fundada em 1923, a partir da união dos blocos “Baianinhas de Oswaldo Cruz” e “Quem Fala de Nós Come Mosca”, depois “Quem Faz é o Capricho” e “Vai Como Pode”, até, em 1935, se tornar o Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela. Com quadra localizada na rua Clara Nunes, a Portela é a escola recordista de títulos do carnaval carioca, totalizando 21 vitórias.

Destaca-se na história do bairro e do samba carioca a personalidade de Paulo Benjamim de Oliveira, o mestre Paulo da Portela (1901-1949), amigo de Cartola e de Heitor dos Prazeres. “Cidadão samba” em 1937, compositor de sucesso, Paulo da Portela é homenageado na praça que leva o seu nome e na estátua erguida em 1956 por Pedro Faria. Próxima fica a “Portelinha”, a primeira sede da escola de samba Portela, época em que Oswaldo Cruz já era famoso reduto do samba, vocação mantida até os dias de hoje, com pares promovendo “rodas de samba” e pagodes.