As terras onde hoje está localizado o bairro da Mangueira pertenciam ao Visconde de Niterói e ficavam juntas ao Morro do Telégrafo, assim chamado pela inauguração, em 1852, do primeiro telégrafo aéreo do Brasil, próximo à Quinta da Boa Vista. Ali, foi instalada a Fábrica de Fernando Fraga que produzia chapéus e que passou a ser conhecida como “Fábrica das Mangueiras”, pela intensa produção de mangas na região.

A Fábrica acabou tornando-se “Fábrica de Chapéus Mangueira”. A Central do Brasil aproveitou a popularização do nome e batizou de Mangueira a estação de trem inaugurada em 1889. A vertente do Morro do Telégrafo, voltada para a ferrovia, também virou Morro da Mangueira.

Com o Visconde de Niterói já morto, teve inicio a construção de barracões e casas para alugar nas encostas do morro, como as do português Tomás Martins. Com o desmonte de parte do Morro de Santo Antônio, nos anos da década de 1950, vários militares foram morar lá. Desta forma, surgiu na área uma comunidade de pessoas pobres e negros descendentes de escravos que, com o gradativo crescimento, deram origem às atuais favelas da Mangueira e suas vizinhas, Candelária e Telégrafo.

No governo de Carlos Lacerda, o Morro da Mangueira foi desapropriado, o que evitou qualquer tentativa de remoção dos moradores. A partir da década de 1920/30, o Morro se torna reduto de sambistas, culminando com o nascimento da popular agremiação carnavalesca Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, “a verde e rosa”.