A área do atual bairro do Estácio era um matagal onde se refugiavam os porcos dos matadouros próximos, daí seu antigo nome de Mata-Porcos. Por ele passava um riacho com três pontes, infestadas de malfeitores. Seu acesso se dava pelo antigo Caminho de Mata-Porcos, depois Rua Nova do Conde da Cunha ou da Sentinela (atual Frei Caneca).

No largo do Estácio – onde foi construída a Capela do Divino Espírito Santo - começavam a Estrada de São Cristóvão e a Estrada Geral do Andaraí (atuais ruas Haddock Lobo e Conde de Bonfim).

Bairro tradicional, o Estácio é associado às origens do samba. Ali surgiu, em 1928, a primeira escola de samba, a “Deixa Falar”, fundada por Ismael Silva. Atualmente, abriga a Escola de Samba Estácio de Sá, que, tal como a “Deixa Falar”, é oriunda do Morro de São Carlos.

Destacam-se no bairro a sede da primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro, o Hospital da Polícia Militar e o desativado Complexo Penitenciário Frei Caneca. Com a urbanização da área junto a Estação do Metrô, o bairro ganhou amplo parque público.

Antigo presídeo
Endereço: Rua Frei Caneca, 463

Tombados pela sua importância histórica, estão localizados na antiga casa de correção situado no extinto Complexo Penitenciário Frei Caneca. Projeto de meados do século XIX.

Igreja do Divino Espírito Santo
Endereço: Rua Estácio de Sá, 167

Em estilo eclético, a igreja foi construída a partir de 1897 e é composto por seis altares em mármore construídos em 1914. Logo na entrada destaca-se uma pintura executada em 1914 por José Maria Medeiros.

Museu da Magia Negra
Rua da Relação, 40/42

As peças que compõem o museu, antes de seu tombamento em 1938, encontravam-se na Seção de Tóxicos, Entorpecentes e Mistificação da Primeira Delegacia Auxiliar no Museu da Magia Negra. A delegacia que reprimia e perseguia os feiticeiros era a guardiã daquilo que os peritos da polícia definiam como objetos de bruxaria.