Segundo a tradição local, a origem do nome está relacionada ao rio que corria em suas redondezas, o rio Faria. Dizia-se que suas águas, nas fortes chuvas, eram dotadas do poder estranho de tragar tudo que nelas caíssem, até uma carroça com condutor, cargas e burro: era um “Rio Encantado”.
Encantado e Piedade foram os primeiros bairros do subúrbio a receber luz elétrica, inaugurada em 1905. A festa comemorativa realizou-se no Palacete de Dona Silvana no Largo da Estação (atual Sargento Eudóxio Passos).

Dois médicos famosos ligados ao Encantado, no século XIX, o Dr. Domingos Freire, e depois o Dr. Clarimundo de Melo, deram nomes a logradouros. Clarimundo de Melo, por uma lei da Câmara em 1913, passou a denominar a antiga estrada de Muriquipari, que começava no Largo da Estação e seguia em direção ao Campinho. Com a implantação da Estrada de Ferro Dom Pedro II, depois Central do Brasil, foi inaugurada, em 15 de abril de 1868, a estação de Encantado, que atualmente está desativada.

O prefeito Amaro Cavalcanti (1917-1918) construiu a avenida que leva o seu nome, ligando o Encantado ao Méier, paralela a linha férrea. Do lado norte da ferrovia, a família Reis (José, Manuel Murtinho e Pedro Reis) abriu as ruas Guilhermina, Angelina, Leopoldina e Silvana, próximas à rua Goiás, consolidando o arruamento atual, que seria alterado com a abertura, em 1997, da “Linha Amarela”, que interliga Encantado à Barra da Tijuca e à Avenida Brasil. No lado sul da ferrovia, a Linha Amarela arrasou quarteirões entre as ruas Dois de Fevereiro e Pompílio de Albuquerque.

Predominantemente residencial, o bairro abriga o Colégio N. Sra. da Piedade e pequenas comunidades como a Travessa Bernardo, o beco do Vitorino e o Morro do Pau Ferro.

Igreja de São Pedro
Endereço: Rua Gulhermina, 305

A Igreja de São Pedro tornou-se paróquia na década de 1930 e tem importante papel na comunidade. Sofreu uma grande descarecterização desde a sua inauguração.