A Região era ocupada pelo Engenho Sapopemba (raiz achatada e trançada), fundado por Gaspar da Costa, em 1612, e pela fazenda do Gericinó, na extensa baixada do Maciço do Gericinó. O Engenho e a Fazenda floresceram nos séculos XVIII e XIX. No Sapopemba se produzia açúcar e rapadura e seus canaviais ficavam em Gericinó.

O Barão de Mauá passou a explorar suas terras, sendo substituído pelo Conde Sebastião do Pinho que, endividado, leiloou-as e o Banco do Brasil arrematou, passando-as ao Ministério da Guerra. Este fato deu origem às grandes áreas militares e quartéis que foram instalados na região. Toda a imensa planície dos campos de Gericinó passou a ser um campo de treinamento do Exército.

Nas décadas 1940/1950, o Engenho Sapopemba já absorvera, com o Conde Pinho, a maior parte do Engenho Boa Esperança, onde seria erguida a “Fundação da Casa Popular”, atravessada pela avenida das Bandeiras (atual avenida Brasil).

Com a chegada da Estrada de Ferro Central do Brasil, foi inaugurada, em 1859, a estação Sapopemba que, depois da instauração da República, foi batizada de Deodoro em homenagem ao Marechal Deodoro da Fonseca.

A estação de Deodoro se tornou uma das maiores do subúrbio. Nela tem origem o ramal de Santa Cruz, inaugurado 1879, que faz conexão com o ramal de Japeri e Paracambi, possibilitando acesso até a estação de Dom Pedro II, no centro.

O prefeito Alim Pedro construiu o viaduto de Deodoro na estrada do Camboatá, sobre a linha férrea, na década de 1950. Atualmente, Deodoro, em sua maior parte, é ocupado por quartéis, áreas militares e grandes conjuntos habitacionais.