A quinta do comerciante português José Gouveia Freire foi comprada pela Família Real, para que Dom João VI tomasse lá, seus banhos medicinais. Desta forma, a região onde está o bairro do Caju tornou-se a primeira área de banho de mar da Cidade, freqüentada por toda a Família Real, até o reinado de Dom Pedro II. Era uma bucólica praia que se estendia até a Ponta do Caju com areias límpidas e águas cristalinas e abundante fauna marinha.

Em 1839, o provedor da Santa Casa, José Clemente Pereira, instalou, no início da Praia do Caju, o primeiro cemitério da Cidade para indigentes. Após 1851, a Santa Casa inaugurou o primeiro dos nossos cemitérios públicos, no Morundu. Paulo Guerra, rico proprietário, doou terras no Caju, adquiridas por Teixeira de Azevedo que construiu, em 1880, a maior fábrica de tecidos do Brasil. Com a falência, a fábrica foi vendida ao governo federal e, no local, instalado o novo Arsenal de Guerra, inaugurado em 1892, pelo presidente Campos Sales. No Caju também foi instalado o Hospital São Sebastião, o primeiro hospital de isolamento da Cidade.

Em 1890, o Visconde Ferreira de Almeida montou sua casa para a velhice desamparada, o Abrigo São Luiz. Nos anos 40, com a abertura da Avenida Brasil, que cortou o Bairro de São Cristóvão, surgiu o atual Bairro do Caju, que sofreu sucessivos aterros para a ampliação do Cais do Porto e implantações de indústrias e grandes estaleiros que desfiguraram o perfil original da região.

O uso do solo caracterizado pelos extensos cemitérios, atividades portuárias, depósitos de contâiners, estaleiros navais, hospitais e áreas militares, além de sofrer com a crescente favelização, que contribui para a degradação do histórico bairro. Por ele, passa o elevado da Ponte Presidente Costa e Silva ou Ponte Rio-Niterói.

Casa de Banhos de D. João VI
Endereço: Praia do Caju, 115

A Casa de Banho D. João VI, Museu da Limpeza Urbana, foi restaurada pela Comlurb e projetada como ponto de apoio para ações de pesquisa, preservação e comunicação; como espaço para ações educativas, culturais e de lazer, tais como: exposições, seminários, encontros, espetáculos musicais, teatrais e de dança, filmes, vídeos e audiovisuais, fóruns de debates, interações escolares e comunitárias.

Casas da Vila São Lázaro
Endereço: Rua da Indústria, 18

Duas das poucas moradias remanecentes com stilo de construção que utilizava madeira e traçado duplo de pinho de riga internae externamente. Esse estilo foi introduzido por imigrantes portugueses que se concentravam em grande número na área do Caju.