O nome do bairro se refere ao Conjunto Habitacional construído pelo antigo Instituto e Aposentadoria e Pensões dos Bancários (IAPB), nas décadas de 1940/1950, na Ilha do Governador, destacando-se o Conjunto Residencial Jardim das Praias, inaugurado em 1953, com 240 residências, em terreno alagadiço, aterrado, sendo construído um canal para desague de antigo riacho, situado na atual avenida Ilha das Enxadas. As residências, construídas em lotes de 360 m2, eram classificadas em quatro grupos diferentes, variando a tipologia e o tamanho.

Foram abertas as ruas Ilha Fiscal, Max Yantok, Gipoia, Cabo Branco, Juan Pablo Duarte, etc e o acesso principal é pela estrada da Porteira (atual avenida Dr. Agenor de A. Loyola).

Na segunda metade do século XIX, o bairro teve um morador ilustre, o Barão de Capanema (implantador dos Telégrafos no Brasil) que possuía chácara entre a Freguesia e a praia de Olaria, defronte à atual praia Congonhas do Campo, abaixo do morro do Barão (64 mts), assim chamado em sua homenagem. Nessa chácara, existiu uma pequena fábrica de veneno contra pragas da lavoura.

O bairro é atravessado pela avenida Paranapuã e o seu limite com o bairro da Freguesia segue a faixa não edificante, onde passam oleodutos cruzando a Ilha desde a praia dos Bancários até o início da praia da Guanabara.

Na década de 1960, ocorreu a construção do Estaleiro Ilha S. A. - EISA (antigo EMAQ), que se destina à construção e manutenção de navios. A partir de 1935, o bonde circulava pela avenida Paranapuã, num trajeto que ia até a localidade do Bananal (final da Freguesia).

A principal comunidade do bairro é o Parque Proletário dos Bancários, surgida em 1961, no morro dos Bancários, coberto por vegetação. Os primeiros barracos foram atingidos por deslizamentos, depois a ocupação se consolidou, ocupando toda a área, de 77.240,23 m2, com adensamento e verticalização.