D. Pedro II determinou o reflorestamento das matas da região da Tijuca iniciada em 1861, durando 13 anos, e conduzida sob a direção do Major Manuel Gomes Archer e do administrador Thomás Nogueira da Gama, plantando cerca de 80 mil mudas de espécies variadas de árvores, nativas e exóticas.

Thomás Nogueira da Gama recuperou durante 25 anos as matas do Sumaré e das Paineiras, plantando mais de 20 mil mudas de árvores. Além disso, melhorou as trilhas e acessos à região, possibilitando o aumento do número de visitantes.

Ao final, estava reflorestado o maior parque urbano do mundo, inaugurando uma nova atração no Rio de Janeiro e tornando a região pioneira sob mais esse aspecto: os inovadores passeios turísticos ao Alto da Boa Vista, onde a população da Cidade fazia piqueniques desfrutando das belezas da Mata Atlântica e do maravilhoso panorama da Baía de Guanabara.

O pintor Nicolas Taunay (1755-1839), considerado a figura de maior importância da Missão de 1816, lecionou pintura na Academia Imperial das Belas Artes, deixando diversas pinturas de paisagens e retratos. Construindo uma cabana no Alto da Boa Vista, local conhecido até hoje como Cascatinha de Taunay, na estrada do Imperador, tornou-se assim o seu primeiro morador.

A estrada do Alto da Boa Vista, hoje avenida Edison Passos, é ampliada e pavimentada, tendo os principais mirantes reformados e ganhando uma praça com coreto, a praça Afonso Vizeu, próxima à Cascatinha Taunay, consolidando o local como bairro.

O nome do bairro Alto da Boa Vista tem origem na bela paisagem que se admira das suas encostas. No início era a serra, depois vieram as plantações de café que desmataram os morros e alteraram a vazão de rios da região, influindo no abastecimento dos bairros da planície.

D. Pedro II determinou então o reflorestamento de toda área, empreitada iniciada em 1861 pelo Major Archer. Após o plantio de cerca de 100.000 mudas de árvores, nascia o maior parque urbano do mundo, o que inaugurou um programa pioneiro na cidade, fazer piqueniques desfrutando das belezas da Mata Atlântica e do maravilhoso panorama da Baía de Guanabara.

Depois de ocupado por alguns hotéis e tendo abrigado residência de alguns membros da elite, o bairro consolidou-se como parque urbano e suas florestas são objetos de permanente esforço para sua preservação, incluindo a Floresta da Tijuca e a serra da Carioca, no Alto da Boa Vista se situam dois setores do Parque Nacional da Tijuca.

Capela São Gerardo
Endereço: Rua Ferreira de Almeida, 1

A Capela da Casa de São Bento, antiga Cela São Gerardo, faz parte do conjunto arquitetônico construído em 1905/1906 pelo Abade Dom Gerardo van Caloen. Em 1942, a Capela foi reformada e recebeu um adro encimado por uma torre e decoração interna de pinturas representando a vida de São Bento de autoria do irmão Conrado Hodapp. As Características neogóticas originais se perderam ao longo das intervenções sofridas.

Casa da Gávea Pequena
Endereço: Estrada da Gávea Pequena, 1.338

Foi residência oficial do prefeito da Cidade do Rio de Janeiro. A propriedade teve suas origens no século XIX quando foi dividida uma das fazendas de café da área. Adquirida em 1916 pela então Prefeitura do Distrito Federal, a propriedade foi utilizada por presidentes da República e prefeitos

Chalé
Endereço: Estrada Velha da Tijuca, 466

Construído em 1879, o chalé é um dos mais antigos exemplos desta tipologia arquitetônica na cidade. Destacam-se, na fachada, lambrequins em madeira sob beirais.

Escola Municipal José da Silva Araújo
Endereço: Estrada das Furnas, 2.109

O prédio foi doado à Prefeitura do Distrito Federal por José da Silva Araújo, português que chegou ao Brasil no século XIX e que se estabeleceu no Alto da Boa Vista. A escola iniciou seu funcionamento em 24 de abril de 1929, na gestão do Prefeito Antônio Prado Júnior. O edifício, de influência da arquitetura rural, apresenta telhado em duas águas e beiral aparente.

Escola Municipal Menezes Vieira
Endereço: Rua Boa Vista, 154

Na edificação em estilo eclético, inaugurada em 26 de julho 1913, na gestão do Prefeito Bento Ribeiro, merecem atenção as cercaduras dos vãos e o corpo central de acesso levemente avançado, encimado por frontão com as armas da cidade.

Museu do Açude
Estrada do Açude, 764

Adquirida em 1913 pelo colecionador de arte Raimundo Ottoni de Castro Maya, a casa fou tranformada em museu na década de 60 e, em seguida, doada à União. Castro Maya deu à cada uma fisonomia neocolonial, onde sobressaem beirais de telha de louça portuguesa e painéis de azulejos também portugueses.

Palacete do Conte de Itamaraty
Endereço: Rua Boa Vista, 118

Um dos mais belos representantes do estilo neoclássico no Rio de Janeiro, o Palacete di Itamaraty foi encomendado por Francisco José da Rocha, Conde de Itamaraty, e teve sua construção conclída em 1854. O arquiteto responsável, José Maria Jacinto Rebelo, foi discípulo de Grandjean de Montigny.

Ponte da Cantaria
Endereço: sobre o rio São João diante o nº 1.251

Com pavimentação em pé de moleque, guarda-corpo em cantaria e arco pleno é anterior ao reflorestamento da Tijuca, em 1861.

Reservatório Caixa Nova da Tijuca
Endereço: Avenida Edson Passos, 472

Construída em 1883, no Alto da Boa Vista, a Caixa Nova recebia, até fins de outubro de 1915, as águas provenientes do rio Maracanã, através de recalque da primeira linha da Usina Elevatória 30 de Abril. A partir de então a primeira linha passou a alimentar simultaneamente os bairros da Penha, Tijuca, Caixa Nova, Santo Cristo e Providência. As águas recebidas através da elevatória, construída na escavação do túnel Engenho Novo-Macacos, abasteciam a Fábrica de Chitas e os altos da encosta da Tijuca e Andaraí.

Reservatório Caixa Velha da Tijuca
Endereço: Estrada Velha da Tijuca, 1.160

Em atividade desde a inauguração em 1850, o Reservatório da Caixa Velha, na Estrada Velha da Tijuca, recebia em média 18,5 milhões de litros d’água por dia dos mananciais dos açudes Grande e Pequeno, do rio Maracanã e afluentes. Podia arazenar 53.880m³. Em 1862 a construção de muralhas de segurança, torres e calhas em alvenaria, ampliou a capacidade do reservatório.