O artista plástico Kenji Fukuda, que nasceu em Indiana (SP), em 1943, não ingressou na profissão por acaso. Filho do também artista plástico Tamotsu Fukuda, um dos imigrantes japoneses pioneiros no Brasil, ele mesmo admite que o dom é “genético”.

Influenciado pelo pai, aos 12 anos começou a dar as primeiras pinceladas no mundo das artes, rascunhos que viriam a transformá-lo em um dos artistas nisseis mais influentes e importantes do Brasil, principalmente a partir da década de 1980.

Mesmo mais tarde, quando se afastou da arte para se dedicar à formação acadêmica, o instinto criativo o levou a optar pelo curso de publicidade, área que exige inspiração intensa e constante e à qual se dedicou por muitos anos antes de mergulhar de vez no universo composto por quadros e esculturas.

A identificação de Kenji Fukuda com a pintura abstrata, linha-mãe seguida por ele a partir dos 35 anos, veio não só como o amadurecimento cronológico, mas principalmente profissional. Antes de se lançar ao abstrato, Fukuda passou por uma longa fase figurativa, retratando, especialmente, paisagens, natureza morta e marinha.