João Turin (Morretes, 21 de setembro de 1878 — Curitiba, 9 de julho de 1949) foi um pintor e escultor brasileiro, considerado o precursor da escultura no Paraná. Turin iniciou seus estudos acadêmicos na Escola de Artes e Ofícios de Antônio Mariano de Lima, em Curitiba, tendo sido dela também professor. Material de trabalho de João Turin.

Ao completar 27 anos, recebeu uma bolsa estatal e mudou-se para a Bélgica, onde se especializou em escultura na Academia Real de Belas Artes de Bruxelas (Académie royale des beaux-arts de Bruxelles), tendo sido aluno de Charles Van der Stappen, um importante escultor belga. Nessa época, foi companheiro do escultor polaco-brasileiro João Zaco Paraná.

Ao retornar ao Brasil, em 1922, Turin expõe no Rio de Janeiro uma estátua de Tiradentes, obra que executou em Paris no mesmo ano, com comentários elogiosos na imprensa francesa. Turin morreu em pleno trabalho, deixando obras inacabadas, como As Quatro Estações, que, reproduzidas em bronze, foram retocadas pelo escultor Erbo Stenzel.

O artista é nacionalmente reconhecido como escultor animalista, tendo sido agraciado Salão Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, nos anos de 1944 e 1947. Na tentativa de estabelecer um estilo característico para a arte paranaense, cria, com Frederico Lange, mais conhecido como Lange de Morretes, e Zaco Paraná, o movimento denominado "paranismo", caracterizado pelo uso de motivos típicos do estado do Paraná, em arquitetura, pintura, escultura e grafismos, tais como as árvores, folhas e frutos de Araucaria angustifolia.

Turin, na Academia Real de Bruxelas, trabalhando na obra Exílio (1910). Turin legou um acervo de obras considerável, que vai desde esculturas e baixos-relevos de tamanhos variados, pinturas, monumentos, bustos e esculturas em locais públicos de Curitiba e em outros municípios paranaenses.