Iole de Freitas é uma artista mineira que vive no Rio de Janeiro e tem uma atuação de destaque no campo da arte contemporânea. Iniciou seu trabalho artístico nos anos 1970, dentro de uma vertente conceitual, realizando performances que eram registradas por ela própria através de fotografias e filmes super-8. Nessa época, vive na Europa, Milão, e participa de um grupo de artistas de vanguarda que trabalha as questões da body art, ou seja, questões ligadas ao corpo e ao deslocamento do corpo no espaço.

A partir dos anos 1980, já de volta ao Brasil, Iole vai pouco a pouco abandonando o corpo como mediador do trabalho, substituindo-o pelo 'corpo da escultura', que se evidencia nas obras tridimensionais das séries Aramões, Corpo sem órgãos, Teto do chão, Escrito na água, onde a artista trabalha com diversos materiais como o arame, a tela, o aço, o cobre, a pedra e a água. Nos anos 1990, as obras de Iole passam a ser instaladas em locais específicos, discutindo o campo expandido da escultura em diálogo com a arquitetura, através de projetos curatoriais bem direcionados, como: A Capela do Morumbi em São Paulo (1991), o Galpão da EMBRA em Belo Horizonte (1991), o Projeto Arte e Cidade em São Paulo (1994) e o Museu da Pampulha em Belo Horizonte (1999)