Nascido no Rio de Janeiro, em 1937, Hélio Oiticica foi aluno de Ivan Serpa. Mais tarde, aderiu ao Movimento Neoconcreto participando das mostras e manifestações promovidas entre 1959 e 1961, no circuito Rio de Janeiro/Salvador/São Paulo. Foi um dos integrantes da Exposição Internacional de Arte Concreta de 1960, em Zurique, Suíça.

Os anos 60 foram cheios de discussões e encontros entre os próprios artistas e o público, nas manifestações de vanguarda Opinião 65, Opinião 66, Nova Objetividade Brasileira e Vanguarda Brasileira, realizadas no Rio e em Belo Horizonte. Oiticica trocou as telas por relevos na criação dos núcleos e penetráveis até chegar à arte ambiental. Com suas capas, estandartes e tendas - os parangolés - Hélio Oiticica despertou o interesse de eruditos e também daqueles não habituados com exposições de artes plásticas.

Em 1966 montou uma sala de sinuca, em 1967 um jardim com pássaros vivos e poemas-objetos e, em 1968, participou do Apocalipopótese, manifestação coletiva no Aterro do Flamengo. Essas experiências foram objeto de exposição dedicada a obra de Oiticica, na Whitechapel Gallery, Londres. Em 1979, participa da mostra Information promovida pelo MOMA (Museu de Arte Moderna de Nova Iorque) e, com bolsa de estudos da Fundação Guggenheim, viveu até 1978 nos Estados Unidos, quando regressou ao Rio de Janeiro. Morreu em 1980, mas a trajetória de sua obra continuou em exposições itinerantes realizadas entre 1992 e 1994, em Paris, Roma, Roterdã, Lisboa e Mineápolis, além da sala especial na Bienal de São Paulo, em 1994 e participações nas bienais de 1996 e 1998.