Armando Schnoor, escultor, egiptólogo e professor catedrático de escultura na Escola Nacional de Belas Artes da Universidade do Brasil (atual EBA/UFRJ).

Armando jovem foi cartógrafo do IBGE e representou o Brasil na ONU, depois estudou escultura na Escola Nacional de Belas Artes aonde chegou ao topo da vida acadêmica quando defendeu e obteve a Cátedra de Escultura. Carreira esta, coroada quando, já aposentado, recebeu o título de Professor Emérito para que continuasse a fazer parte do corpo docente dando aulas nas classes de doutorado. Foi membro do Conselho Federal de Cultura e tem obras espalhadas no Brasil e no exterior.

No início dos anos quarenta, iniciou seus estudos sobre a cultura, religião e arte Egípcia que se tornou sua paixão até o fim da vida. Dentre os vários idiomas que falava, os hieróglifos foram, sem dúvida, a expressão mais difícil para encontrar interlocutores. Armando foi um homem terno, sábio e aparentemente calmo. Sua qualidade que mais me marcou foi a imensa abertura de idéias e a aceitação incondicional e respeitosa do ser humano.